Por Jordana Vieira / Assessoria de Comunicação do LAIS/UFRN

Além de produzir conhecimento científico, as pesquisas acadêmicas também interferem na formulação de políticas públicas, já que promovem diagnósticos precisos de problemas sociais e desenham soluções baseadas em evidências. Esse é o caso da dissertação de mestrado intitulada “Educação em Saúde no Sistema Prisional para Pessoas Privadas de Liberdade: um estudo de caso no Complexo Penal Estadual Agrícola Doutor Mário Negócio (Mossoró-RN/Brasil)”, defendida na última sexta-feira (06), no auditório da Secretaria de Educação a Distância (SEDIS/UFRN), pela pesquisadora do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN), Laysa Glícia de Souza Nunes. 

A pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-graduação em Gestão e Inovação em Saúde (PPgGIS/UFRN) e do Projeto AVASUS. A banca examinadora foi composta por Aline de Pinho Dias, professora do PPgGIS/UFRN, Rosires Magali Barros, professora da Escola de Saúde da UFRN, Janaína Rodrigues e Karla Dantas Coutinho, ambas pesquisadoras do LAIS/UFRN. O professor do PPgGIS/UFRN, Ricardo Valentim, também integrou a avaliação, por meio da emissão de parecer. 

O estudo foi realizado com a perspectiva de reforçar a garantia da educação para as pessoas privadas de liberdade que integram o sistema prisional brasileiro, um direito já assegurado pela Lei de Execução Penal (LEP) e importante para o processo de ressocialização.

No âmbito da pesquisa, pessoas privadas de liberdade do Complexo Penal Estadual Agrícola Doutor Mário Negócio, localizado em Mossoró/RN, cursaram uma trilha formativa voltada à educação em saúde mediada por tecnologia para o sistema prisional. A formação está disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem do SUS (AVASUS) e foi desenvolvida no contexto do doutoramento da pesquisadora Janaína Luana Rodrigues, do LAIS/UFRN.

O módulo apresenta uma abordagem realizada por profissionais de saúde sobre as doenças mais prevalentes no sistema prisional. Sua estrutura contempla a formação de policiais penais e equipes de saúde, além de incluir um módulo específico destinado às pessoas privadas de liberdade e seus familiares. A iniciativa também conta com a colaboração de profissionais da justiça, policiais penais e outros profissionais que atuam nas áreas de saúde e educação no sistema prisional.

Com base nos resultados do estudo, a educação em saúde constitui uma estratégia essencial para a promoção do conhecimento, a prevenção de agravos e o fortalecimento da autonomia dos sujeitos, contribuindo para a promoção da dignidade, da cidadania, dos direitos e da saúde.

O produto final da dissertação é o Videocast Reexistências, um registro audiovisual da pesquisa que aborda a Educação Permanente em Saúde no Sistema Prisional e sua importância para a transformação na vida das pessoas. O material foi gravado no Complexo Penal Estadual Agrícola Mário Negócio, em Mossoró/RN.