Jordana Vieira / Assessoria de Comunicação do LAIS/UFRN (ASCOM/LAIS)
Reivindicar a atenção e investimentos para a área da inovação em saúde no Brasil foi um dos propósitos do professor Ricardo Valentim ao realizar a prova de promoção à classe de Professor Titular, que aconteceu na manhã de hoje (27), de maneira híbrida, online e presencialmente, no auditório da Secretaria de Educação a Distância (SEDIS/UFRN), reunindo a banca, alunos, colegas e familiares e interessados no tema.
O professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) lotado no Departamento de Engenharia Biomédica (DEB/UFRN), professor permanente do Programa de Pós-graduação em Engenharia Elétrica e de Computação (PPgEEC/UFRN) e do Programa de Pós-graduação em Gestão e Inovação em Saúde (PPgGIS/UFRN), além de um dos fundadores e pesquisador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN), defendeu o trabalho intitulado “Um manifesto à ciência, tecnologia e inovação em saúde do país: o medo do controle que afeta a agenda nacional de desenvolvimento socioeconômica”.
Durante a apresentação, o professor discorreu argumentos que comprovam sua tese de que a burocracia dos processos acadêmicos e auditorias sem estratégia podam o crescimento das Universidades no Brasil, e consequentemente, o da inovação e da tecnologia na área da saúde. “O presente trabalho postula a transição de um modelo de fingimento burocrático para um farol de inovação, em que a inteligência nacional é o vetor da mudança. A saúde é um motor endógeno de desenvolvimento social e econômico. Precisamos olhar não somente como uma peça assistencial, mas como um motor de desenvolvimento que pode gerar reindustrialização e empregos que têm melhores remunerações”, afirma Valentim.
Sua fala destacou a saúde como um vetor estratégico de soberania nacional, ressaltando o papel do Estado na promoção e regulação de políticas públicas que garantam equidade. Nesse contexto, foi apontado o cenário de ataques sistemáticos às universidades brasileiras, instituições fundamentais enquanto equipamentos públicos voltados à produção de conhecimento e à construção de justiça social. Ao longo da apresentação, também foram compartilhados dados de sua trajetória acadêmica, evidenciando o compromisso com o desenvolvimento científico e com o fortalecimento do sistema público de saúde.
A banca que aprovou a nova titulação do professor foi composta pelos professores da UFRN Luiz Affonso Henderson Guedes de Oliveira e José Ivonildo do Rêgo e, de instituições externas, Angélica Espinosa Barbosa Miranda, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES); Francisco Milton Mendes Neto, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA); João Paulo Queiroz dos Santos, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN); e Antônio Higor Freire de Morais, também do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN).









