Valéria Credidio/ Assessoria de Comunicação do LAIS/UFRN

A equipe do Tribunal de Contas da União (TCU) é a única representante do Brasil para a próxima etapa do HSIL Hackathon 2026, promovido pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. O trabalho intitulado “O que o SUS prometeu: universalidade, integralidade e equidade: onde estamos? Onde queremos chegar? Como chegaremos lá?” continuará em mais uma fase de avaliações até chegar a etapa final. Com esse resultado, o trabalho brasileiro já está entre os 50 melhores do mundo. A primeira etapa do HSIL Hackathon 2026 ocorreu em mais de 36 países, com a participação de mais de 14 mil pesquisadores de todo os continentes. 

 O Brasil contou com três sedes, sendo Natal a única nas regiões Norte e Nordeste. Em Natal, o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) foi o responsável pela organização do evento, por ser um dos três hubs brasileiros da Escola de Saúde Pública de Harvard. A edição potiguar contou com a participação de 11 equipes formada por pesquisadores estudantes de de vários estados como Ceará, Sergipe, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Distrito Federal, entre outros. Todas as atividades ocorreram na sede do SEBRAE/RN em uma parceria entre as duas instituições.

Além das mentorias realizadas durante o HSIL, a equipe do TCU contou com a colaboração de um pesquisador do LAIS que integrou o time. Formada por  Saul Berardo, Alexandre Giraux, Cintia Lage, Paulo Dutra, Leonardo Ferreira, Vinícius Guimarães, todos auditores do Tribunal do Contadas União, em Brasília, e Lemyson Lemos, pesquisador do LAIS e doutorando do PPgEEC da UFRN, a equipe brasileira defendeu sua  proposta em uma banca com pesquisadores internacionais, entre eles Dr. Rifat Atun, Diretor do Laboratório de Inovação em Sistemas de Saúde, da Escola de Saúde Pública de Harvard.

Para Ricardo Valentim, pesquisador e cofundador do LAIS/UFRN, a vitória da equipe do Tribunal de Contas da União (TCU) em Natal (RN) representa um marco para o SUS. O pesquisador destacou, ainda, que a validação do projeto por uma banca internacional reforça seu impacto na saúde global, transcendendo as fronteiras brasileiras. “Com a autoridade de quem mantém parcerias de longa data com a Escola de Saúde Pública de Harvard, podemos afirmar que o diferencial do TCU foi unir tecnologia e humanização. O trabalho vai além da inovação técnica ao consolidar o cidadão como o verdadeiro protagonista e centro das políticas públicas de saúde no país”, complementou Valentim.

Todas as atividades desenvolvidas em Natal, ocorreram no auditório do Sebrae, em uma parceria com o LAIS, Para Ricardo Valentim, a união entre o Laboratório de Inovação, Harvard e Sebrae/RN criou o cenário perfeito para um Hackathon transformador no Rio Grande do Norte.” O Sebrae/RN reafirma sua posição como o coração do ecossistema de inovação e empreendedorismo local, sendo um indutor essencial de novas tecnologias. Para o LAIS/UFRN, este apoio institucional foi a base para o êxito do projeto. Que este exemplo de cooperação técnica inspire mais empreendedores e instituições a se conectarem com o Sebrae para impulsionar o futuro do nosso Estado “, argumentou. 

O SUS prometeu
Como o próprio título do trabalho sugere: “O que o SUS prometeu: universalidade, integralidade e equidade: onde estamos? Onde queremos chegar? Como chegaremos lá?”, os brasileiros se propõem a analisar os caminhos percorridos pelo Sistema Único de Saúde até o momento, realizando uma avaliação das conquistas e equívocos e, principalmente, determinando objetivos e caminhos a serem trilhados. 

Baseado no tema central do HSIL 2026, que é “Construindo sistemas de Saúde de Alto Valor: aproveitando a Inteligência Artificial”, a proposta brasileira traz um diferencial importante que é o uso da IA na área de gestão e não diretamente ligada ao trabalho dos profissionais de saúde para o atendimento direto aos pacientes. Para Lemyson Lemos, pesquisador do LAIS, esse ponto foi fundamental para a aprovação do trabalho na etapa internacional. 

“Estamos aprimorando o sistema para que ele fique mais dinâmico e responsivo para o usuário”. Para o pesquisador do LAIS, a atuação do líder da equipe, Saúl Berardo, também foi fundamental para o sucesso. “Ele conseguiu defender a nossa proposta em todos os questionamentos, mostrando o potencial do sistema que pode ser implementado em qualquer sistema de saúde”, complementou Lemos. 

A equipe segue em um programa intensivo de desenvolvimento que inclui mentorias, workshops e etapas seletivas adicionais. Os projetos mais promissores avançam para uma fase de imersão com especialistas e, ao final, participam de um Global Demo Day, apresentando suas soluções para investidores e lideranças do setor.

De acordo com Saul Berardo, agora inicia-se a fase mais  importante. “A equipe terá acesso a uma mentoria individualizada com especialistas ligados ao ecossistema de Harvard. Esse apoio contribui para aprimorar o projeto, fortalecer sua aplicação prática e alinhar a solução a padrões internacionais. É uma oportunidade concreta de amadurecimento, de ampliação de parcerias e de validação internacional para uma solução voltada ao fortalecimento do SUS”, ressaltou o líder da equipe  brasileira.