Jordana Vieira / Assessoria de Comunicação do LAIS/UFRN (ASCOM/LAIS)
Analisar a produção científica sobre a custo-efetividade da vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) na prevenção do câncer do colo do útero é o objetivo do artigo desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) publicado recentemente na editora internacional “Accscience Publishing”.
Entre os autores do artigo intitulado “Health economics in cervical cancer prevention: A bibliometric analysis of HPV vaccination cost-effectiveness in Brazil”, estão os pesquisadores, Jordana Paiva, João Costa, Elinaldo Bernardo, Lorena de Macêdo Silva, Manoel Romão, Marquiony Marques dos Santos, Rafael dos Santos, Laiane Costa, Thaísa Lima, Rodrigo Campos, Antônio Isidro da Silva Filho, Israel Felipe, Ana Beatriz Gomes, Katiucia Carvalho, Adriano Santos, Cláudia Veloso, Marc Marie Luc Philippe Jacquinet, Érika Aragão e Ricardo Valentim.
Os resultados do estudo apontam para a necessidade de ampliação das pesquisas acadêmicas na área voltadas para o custo-efetividade da vacinação, para que seja possível embasar de uma maneira mais exata as políticas públicas de saúde para que sejam mais eficientes e sustentáveis.
Israel Felipe, professor do Departamento de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPGA/UFRN) e pesquisador do LAIS/UFRN, que orientou o estudo, destacou a relevância desse tipo de pesquisa para o fortalecimento da gestão pública em saúde. “Esses estudos fornecem informações fundamentais para que os recursos públicos sejam utilizados da forma mais eficiente possível. A avaliação de custo-efetividade permite comparar o investimento realizado na vacinação com os benefícios obtidos em termos de prevenção de doenças, redução de internações, tratamentos evitados e melhoria da qualidade de vida da população”, afirmou.
O pesquisador também ressaltou que, “no caso do HPV, investir na prevenção significa reduzir significativamente os custos futuros relacionados ao tratamento do câncer do colo do útero e de outras doenças associadas ao vírus. Além disso, evidências produzidas no próprio Brasil permitem que gestores considerem as diferenças regionais, as desigualdades de acesso aos serviços de saúde e as particularidades do SUS. Isso fortalece o planejamento das campanhas de vacinação, melhora a definição de prioridades e aumenta a segurança técnica das decisões sobre incorporação e expansão de tecnologias em saúde”.