Jordana Vieira e Valéria Credidio / Assessoria de Comunicação do LAIS/UFRN (ASCOM/LAIS)

Para conhecer de perto as soluções tecnológicas desenvolvidas pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN), uma equipe de representantes da Procuradoria-Geral da República e do Ministério Público Federal (PGR/MPF) esteve na capital potiguar para cumprir dois dias de agenda. Entre os pesquisadores do LAIS, estavam o diretor executivo do Laboratório, professor Danilo Nagen, o vice-diretor, Juciano Lacerda, e o professor Ricardo Valentim, um dos idealizadores e fundadores do LAIS. 

No primeiro dia de compromissos, a comitiva realizou uma visita técnica às instalações do LAIS/UFRN para que fossem apresentadas as principais expertises do Laboratório voltadas à inovação digital em saúde, que evidenciam como a tecnologia pode contribuir para melhorias práticas nos processos regulatórios do Sistema Único de Saúde (SUS), além de qualificar dados e promover mais equidade nos serviços de saúde prestados à sociedade.

A comitiva foi composta pelo Procurador da República e coordenador da Comissão de Saúde e do Grupo de Trabalho sobre Atuação Estrutural em Saúde, Fabiano de Moraes; pela Procuradora da República e coordenadora do Comitê de Judicialização da Saúde, Ana Karízia; e pelas Procuradoras da República Roberta Bonfim, Paula Bellotti e Clarisier Morais, integrantes do Comitê de Oncologia do MPF.

Para o Procurador da República e coordenador da Comissão de Saúde do Ministério Público Federal da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão, Fabiano de Moraes, conhecer as iniciativas desenvolvidas pelo Laboratório é fundamental para ampliar o alcance dessas soluções em todo o país. “É bastante importante para nós, do Ministério Público, conhecer o trabalho do LAIS em relação à inovação nas questões de saúde e pensar em como podemos ajudar a implantar isso de uma forma mais ampla em todo o SUS. Toda a expertise que o LAIS vem trazendo em relação à inovação é extremamente relevante, não só para o Rio Grande do Norte, mas para o SUS de todo o país”, destacou.

Ecossistema
No segundo dia de agenda, aconteceu o seminário “Ecossistemas de Saúde Digital no SUS: uma ferramenta de controle e intervenção nas políticas públicas de saúde”, no auditório da Secretaria de Educação a Distância (SEDIS/UFRN), promovido pelo LAIS/UFRN em parceria com a PGR/MPF. 

A procuradora-chefe da República em Alagoas, Roberta Bonfim, destacou a relevância da agenda para aproximar o Ministério Público das soluções tecnológicas voltadas ao fortalecimento do SUS. “Foram dois dias muito interessantes para compreender que existem tecnologias cujo uso pode ser fomentado em nosso trabalho. Voltamos para casa com muitas ideias e possibilidades para que as ferramentas que conhecemos possam ser implementadas e contribuir para a melhoria da assistência à saúde nos locais onde atuamos”, afirmou.

Estavam presentes membros da PGR/MPF e pesquisadores do LAIS/UFRN, que apresentaram detalhadamente o processo de desenvolvimento, implementação e funcionamento das iniciativas do LAIS que contribuem para o fortalecimento SUS mais ágil, equitativo e transparente.

O encontro também proporcionou um espaço de diálogo para esclarecimento de dúvidas e discussão dos principais desafios da saúde pública brasileira, destacando o papel da transformação digital na construção de soluções capazes de ampliar o acesso e melhorar os serviços de saúde. 

Para a Procuradora da República no Rio Grande do Norte, Clarisier Morais, o impacto dessas soluções está relacionado a integração dos dados produzidos pelos sistemas de saúde. “As tecnologias desenvolvidas no LAIS podem fazer mais diferença quanto mais o Sistema Único de Saúde (SUS) acolher-las, porque o grande problema dos sistemas usados atualmente é que eles não conversam entre si. Então, é preciso que os dados existentes nesses sistemas possam conversar entre si e mostrar exatamente o que consta em cada um deles, se existe um mau uso de dinheiro público, se existe um uso excessivo em certos procedimentos, ou pouco uso em outros. Isso tudo vai se reverter em favor do cidadão, porque o cidadão vai ter a possibilidade de ter um atendimento à saúde mais eficiente, mais célere e adequado ao seu caso”, destacou.

A agenda reforça a importância da integração entre o trabalho desenvolvido por pesquisadores nas Universidades e os órgãos públicos, o que fortalece parcerias estratégicas que lutam pela transformação digital na saúde.