Um problema que vinha se estendendo desde o início da pandemia, foi solucionado a partir da construção da Plataforma ADA para Integração da Pesquisa Clínica, no Brasil. Por meio da plataforma, mais de 60 mil pessoas, voluntárias dos processos de pesquisa em vacina para o coronavírus, passam a integrar o sistema do Governo Federal, tendo a sua imunização reconhecida, possibilitando, inclusive, a emissão de certificados de vacinação. A ADA é mais um produto do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) e foi lançada na manhã desta segunda-feira (8), em Natal, contando com a presença de representantes de centros de pesquisa de todo o país e da Fiocruz.

Durante a solenidade de lançamento, o Dr. Esaú Custódio, diretor do Centro de Pesquisa Integrada do Hospital do Servidor, do Rio de Janeiro, ressaltou a importância da Plataforma ADA, na resolução de um problema que poderia colocar em risco todas as pesquisas com imunizantes no Brasil. “Todos os centros de pesquisa no país estavam procurando uma solução para o problema. Levamos a demanda ao LAIS no dia 1º de outubro. E no dia 26, todos os voluntários que participaram das pesquisas no nosso centro estavam devidamente cadastrados”, ressaltou o médico.
Já para o pesquisador e membro do Centro Nacional de Infectologia da Fiocruz, Leonardo Souza, a Plataforma ADA reforça a importância da pesquisa realizada por instituições públicas em todo o Brasil, em um momento de tantos desafios para a sociedade.

Na oportunidade, o governador em exercício do Rio Grande do Norte, Antenor Roberto, ressaltou a parceria do LAIS desde o início da pandemia. “Tivemos a criação de diversas ferramentas, como Regula RN e o RN Mais Vacina, que são fundamentais para a gestão de enfrentamento ao coronavírus no estado. Esta nova plataforma reforça a importância dessa parceria do LAIS com o RN”.

Também estiveram presentes ao lançamento da Plataforma ADA o pró-reitor adjunto de Planejamento da UFRN e representante da instituição, professor Djalma Ribeiro; Carlos Alberto Araújo, represente do Hospital Universitário Doutor Onofre Lopes (HUOL), e Elano Ferreira de Miranda, representante da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP).

Unificação de dados
O desenvolvimento da plataforma acontece em uma parceria do LAIS junto ao Centro de Pesquisa do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (HFSE/RJ), mas já motivou o interesse da Associação Brasileira de Pesquisa Clínica, reunindo mais de 40 centros de pesquisa em todo o Brasil, e dos principais fabricantes de imunizantes, como a Pfizer, AstraZeneca, Sinovac, Janssen.

Por meio da Plataforma ADA, será possível registrar todo o trabalho de pesquisa clínica, realizado com imunobiológicos no Brasil, incluindo o gerenciamento de TCLEs (Termo de Consentimento Livre Esclarecido, assinado pelos voluntários em pesquisa), fases do estudo clínico, cadastro de pesquisadores e participantes, central do pesquisador, central do participante, importação automatizada de dados da pesquisa, cadastro de credenciais para a Rede Nacional de Dados em Saúde , cruzamento de dados clínicos, registro de vacinação, gerenciamento de estoque e incidentes, relatórios gerenciais, declarações de participação e vacinação, alertas e notificações, integração com RNDS e Cartão Nacional de Saúde.

Neste primeiro momento, a Plataforma ADA terá como foco a produção de vacinas, integrando todos os dados de pesquisa clínica para qualquer tipo de imunizante que venha a ser testado no Brasil, com pacientes voluntários, à Rede Nacional de Dados em Saúde, interconectado ao barramento de dados em saúde do Governo Federal.