Jordana Vieira / Assessoria de Comunicação do LAIS/UFRN (ASCOM/LAIS)

A Central de Operações para Regulação Estadual (Core Saúde MG), desenvolvida por meio de uma cooperação técnica horizontal entre o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), desde sua implantação, ocorrida no mês de maio, já vem dando resultados positivos para o Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado, contribuindo para mais eficiência, transparência, segurança.

O sistema foi desenvolvido de forma colaborativa com a participação dos pesquisadores do LAIS/UFRN e os profissionais da SES/MG, o que possibilitou que o sistema fosse construído com base nas necessidades reais da rede de atenção à saúde do Estado mineiro. Por esse motivo, foi possível incorporar protocolos clínicos, fluxos operacionais e mecanismos de apoio à tomada de decisão.

A partir de dados divulgados pela SES/MG, a plataforma já acompanhou e regulou a internação de 120 mil pessoas e a SES-MG observa melhorias no processo de encaminhamento de pacientes para internação, aspecto que facilita o acesso da população aos serviços públicos de saúde. O tempo médio de espera para internações foi reduzido, mesmo com o aumento de pedidos no sistema, que passaram de uma média diária de 2.500 para cerca de 4.500. Além disso, observou-se a queda de 36% no número de óbitos, em comparação com o intervalo equivalente do ano anterior.

O Core Saúde MG trouxe mais qualificação para os dados dos pacientes cadastrados pelas Unidades de saúde e gerou mais segurança na tomada de decisão. Ele também tornou a regulação mais uniforme e regionalizada, tornando possível realizar o atendimento mais próximo da região de origem do paciente, sempre que houver leito compatível.

Para a Coordenadora Geral do Projeto Core Saúde MG, Professora do Departamento de Engenharia Biomédica da UFRN e Pesquisadora do LAIS/UFRN, Karilany Coutinho, os dados do primeiro mês de funcionamento representam um marco importante para o Projeto. “Os resultados iniciais demonstram que a adoção de uma plataforma concebida a partir da integração entre pesquisa científica, engenharia de software e conhecimento especializado em regulação do acesso já começa a produzir impactos concretos na gestão do Sistema Único de Saúde. Mais do que resultados operacionais, essa experiência reafirma que a cooperação entre universidade e gestão estadual constitui um modelo eficaz para transformar conhecimento cienơfico em inovação de impacto social. ”, afirma.

Na visão de Coutinho, no que diz respeito ao Projeto de Pesquisa, os resultados confirmam a capacidade da universidade pública de trazer benefícios reais para a população. “Sob a perspectiva de projeto de pesquisa, esses resultados possuem significado ainda mais amplo. Eles demonstram que a pesquisa aplicada desenvolvida no âmbito de uma universidade pública pode gerar soluções tecnológicas capazes de produzir benefícios mensuráveis para a gestão pública e para o SUS”, finaliza a professora.

O sistema continua em evolução e em breve será lançado o módulo Ambulatorial.