Gestores e pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LAIS/UFRN) e do Ministério da Saúde, se reuniram nesta segunda-feira (20), em Natal, para discutir metas alcançadas e os próximos passos do projeto “Sífilis Não”. A “Oficina de apresentação de resultados e planejamento do Projeto ‘Sífilis Não’- 2021 e 2022” aconteceu no Hotel Holiday Inn, na zona Sul da capital potiguar, e tem programação também nesta terça (21).

O objetivo do encontro é compartilhar os resultados da aplicação das pesquisas de enfrentamento a epidemia de sífilis, bem como apresentar os dados epidemiológicos e as atividades a serem desenvolvidas ainda em 2021 e planejamento para 2022.

Na abertura do evento, o professor Ricardo Valentim, diretor executivo do LAIS, destacou que o objetivo do encontro é fortalecer a agenda de atividades nos territórios para a execução do projeto. “Temos uma agenda intensa de ações, especialmente para o mês de outubro, tudo para o enfrentamento da epidemia de sífilis que foi ainda mais impactada devido a pandemia da covid-19, uma vez que prejudicou o acesso a atenção primária nos territórios. Estamos com atividades de planejamento da agenda para até o final deste ano e para o de 2022. É um momento também de prestação de contas para o Ministério da Saúde do que está em aplicação e do desenvolvimento das pesquisas”, destacou.

Também participante da abertura do encontro, o diretor do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI), Gerson Pereira, falou sobre os dados epidemiológicos da doença e a necessidade de ações destinadas ao enfrentamento da sífilis congênita. “O mais importante é conhecer a realidade de contaminação. Com esses resultados sabemos quem são as gestantes com sífilis e assim podemos pensar e aplicar ações de testagem mais eficazes para a questão do diagnóstico e assistência à paciente”, comentou ele.

A programação do encontro destacou também o atual panorama do projeto, a implementação das salas de situação e dos laboratórios sentinelas, bem como os resultados das três campanhas de comunicação realizadas durante a vigência da ação interfederativa. Houve ainda explanações o legado do projeto e as pesquisas desenvolvidas no âmbito acadêmico da ação.

A programação segue nesta terça-feira (21).