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Sífilis na gestação e sífilis congênita

Diagnóstico precoce pode prevenir seu bebê da sífilis

 

Durante a gestação, a sífilis pode ser transmitida para o bebê, a chamada sífilis congênita. Fazer o exame no início do pré-natal é essencial. Entenda como e por quê.

 

Toda grávida sabe a grande quantidade de exames que é preciso fazer durante o pré-natal. Não à toa: nos três primeiros meses da gestação, o diagnóstico de algumas patologias pode salvar a vida do bebê. E uma ameaça silenciosa à saúde da criança é uma IST (infecção sexualmente transmissível), a sífilis causada pela bactéria Treponema pallidum. O crescimento da infecção entre as grávidas tem preocupado os especialistas.

 

Segundo o Boletim Epidemiológico de Sífilis, de 2005 a junho de 2017, foram notificados mais de 200 mil casos no Brasil. Só em 2017, a ocorrência entre as grávidas subiu 14%, a maioria na região Sudeste. A sífilis pode causar aborto, parto prematuro e até levar o bebê a óbito. Por isso, é importante que o casal faça o teste rápido para identificar a sífilis antes de engravidar e no pré-natal. Se a mãe estiver infectada, pode transmitir a bactéria para a criança durante a gravidez e até mesmo no momento do parto, resultando na sífilis congênita.

 

A lista de males que essa infecção é capaz de causar ao bebê é extensa: lesões de pele, sofrimento respiratório, febre, malformações ósseas, perda auditiva, dificuldade no aprendizado etc. Felizmente, o tratamento durante a gestação reduz os riscos de transmissão para o bebê, principalmente se a sífilis for descoberta nos três primeiros meses de gravidez.

 

Daí a importância de realizar o teste logo no início da gestação. Feito com antibiótico a base de penicilina, o tratamento, que é gratuito no SUS, Sistema único de Saúde, deve ser iniciado imediatamente após o diagnóstico. Além de seguro e eficaz, ele também previne a sífilis congênita. A criança que nasce de mãe que teve sífilis na gestação deve ser avaliada ainda na maternidade.

 

Em alguns casos, há necessidade de internação hospitalar para medicação intravenosa, coleta de amostras de sangue, avaliação neurológica, radiografia de ossos longos, entre outros procedimentos. Para evitar tudo isso, basta se proteger usando camisinha em todas as relações sexuais, inclusive anais e orais, além de fazer a testagem rápida anualmente no SUS. 

 

Sífilis tem cura, mas o melhor remédio ainda é a prevenção. Lembre-se: Teste, trate e cure.

 

Fonte: Revista Caras

07 de fevereiro de 2019