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Resposta Rápida à Sífilis realiza último seminário Interfederativo

Entre os dias 26 e 27 de abril aconteceu a última etapa do Seminário Interfederativo de Resposta Rápida à Sífilis nas Redes de Atenção. 19 apoiadores de todos os estados do sudeste reuniram-se em São Paulo a fim de definir diretrizes e prioridades para a implementação de um plano de trabalho para – além de São Paulo – Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo; pactuar ações do projeto; e apresentar a proposta de combate à Sífilis desenvolvido pelo Ministério da Saúde aos gestores e seus representantes nos níveis municipais e estaduais.

 

O projeto, que também é conhecido como “Sífilis Não”, é uma iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) através do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS), com apoio da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS).

 

Para a diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais, Adele Benzaken, o Seminário Interfederativo da Região Sudeste encerra o primeiro ciclo de intervenção rápida à sífilis de maneira satisfatória: “Começamos o trabalho em Natal, com a junção de todos os apoiadores da Sífilis Não. Fizemos o seminário das regiões nordeste, norte, sul, centro-oeste e agora finalizamos com o sudeste, tudo isso em um mês. Então avalio que o primeiro passo foi dado e agora partimos para outra etapa. Vamos fazer intervenções nas unidades básicas de saúde e preparar ações de educomunicação para alertar a população nos municípios. Temos uma extensa e intensa agenda pelos próximos três anos, para podermos combater o treponema”.

 

Entre os objetivos do projeto está a introdução de linhas de cuidado focados em grupos especiais que estão mais suscetíveis a doença, como pessoas trans, gays, profissionais do sexo, usuários de álcool e drogas e crianças expostas à sífilis.

 

Com relação aos grupos especiais, segundo a coordenadora Municipal de Saúde de DST/AIDS (SMS/SP), Cristina Abbate, a cidade de São Paulo já conta com um plano de enfrentamento a sífilis há alguns anos e esse projeto do Ministério da Saúde veio para agregar valor ao trabalho contra a doença. “São Paulo vem há alguns anos com plano de enfrentamento à sífilis. O trabalho conta com a presença de agentes comunitários de prevenção nos territórios, dentro das comunidades da cidade com a parcela mais vulnerável da população. Nós temos uma atividade intensa de testagem extra muros, onde levamos o teste rápido para as ruas, através da unidade móvel. Por fim, temos as ações de controle da doença que são voltadas para gestantes com sífilis. Os profissionais das unidades básicas acompanham de perto toda gravidez até o desenvolvimento da criança que nasce com o treponema”, explica Cristina.

 

Além de Cristina Abbate e Adele Benzaken, estiveram presentes no seminário “Sífilis Não” em São Paulo a representante da Secretaria Estadual de Saúde (SP), Maria Clara Gianna; a professora do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva da UFRN, Lavina Uchoa; a chefe da sessão de apoio institucional do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde de São Paulo, Tania Maria Barbosa; a secretária de saúde de Taboão da Serra e representante do CONASEMS (SP), Raquel Zaicaner; o representante do Conselho Nacional de Saúde, Moyses Toniolo, entre outras autoridades.

 

O coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde, Ricardo Valentim, não pôde comparecer ao evento, mas em vídeo exibido durante o seminário explicou que o LAIS e o NESC têm um papel fundamental nessas ações de combate a doença, “que é de articular e conduzir toda a pesquisa e toda ação de apoio nos municípios que foram selecionados. Para isso, precisamos contar com a ajuda dos apoiadores que estarão em campo, coletando dados primários para fortalecer as ações de pesquisa e monitoramento da sífilis”, afirma Ricardo, que continua: “Todas essas atividades de combate ao treponema não seriam possíveis sem o apoio da tecnologia. Mas, mais essencial que isso é o empenho do Ministério da Saúde, dos articuladores da Universidade e, principalmente, do comprometimento dos apoiadores”, finaliza.

 

 

27 de abril de 2018