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Idealizado pelo Ministério da Saúde e desenvolvido pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) em parceria com a Secretaria de Educação a Distância (SEDIS) da UFRN, o Ambiente Virtual de Aprendizagem do SUS (AVASUS) é uma plataforma que oferece cursos totalmente gratuitos para estudantes, profissionais de saúde de todas as áreas e também para a população geral. 
 

Atualmente o AVASUS conta com 234 mil alunos matriculados em 45 cursos ativos, que são ofertados por instituições de ensino com referência em educação a distância (EaD). Além disso, os concluintes recebem um certificado de curso livre para cada módulo educacional finalizado. 

Os módulos foram elaborados a partir das necessidades do Sistema Único de Saúde e têm como objetivo qualificar a formação de profissionais e trabalhadores da área e promover o conhecimento integrado e acessível em educação para a saúde.
 

O sistema está em operação há dois anos e em 2016 a plataforma foi reformulada para a versão 2.0. Com o intuito de aprimorar e otimizar a relação com o usuário, o AVASUS aprimorou a interface, que está com o ambiente mais leve e segue uma linha mais didática.  

Com todos cursos na modalidade a distância, o aluno fica livre para adaptar a rotina de trabalho e cursar os módulos em qualquer hora e em qualquer lugar. Além do site, os usuários ainda podem contar com a versão do AVASUS em aplicativo, onde ele poderá realizar o download do material e estudar mesmo sem o acesso à internet. O aplicativo já está disponível para sistemas Android e IOS.  

Acesse, cadastra-se e conheça as ofertas educacionais: www.avasus.ufrn.br

No dia 25 de outubro, aconteceu no Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos Dr. Antônio Guilherme de Souza, em São Paulo, a reunião de implantação do Ambiente Virtual de Aprendizagem do SUS (Avasus), na Rede de Escolas Técnicas do SUS (RET-SUS) localizadas no estado. O encontro teve como objetivo, apresentar o sistema e suas diversas possibilidades aos gestores de conhecimento em saúde.

Com a nova parceria entre o Ministério a Saúde, Universidade Federal do Rio  Grande do Norte (UFRN) e RET-SUS, muitos cursos poderão ser ofertados para os servidores do SUS através da plataforma virtual.

Avasus

O Avasus foi desenvolvido pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) em parceria com a Secretaria de Educação a Distância da UFRN (SEDIS/UFRN)

RET-SUS

A Rede de Escolas Técnicas do Sistema Único de Saúde (RET-SUS), conta com 40 instituições que oferecem cursos em diversas modalidades e tem como público-alvo os trabalhadores do SUS.


Com o objetivo de incentivar medidas que promovam maior eficiência no uso de tecnologias de comunicação ligados aos cuidados com a saúde, foi realizado nesta quarta-feira, dia 5, em Brasília, o Seminário de Telediagnóstico e Telemedicina. Durante o evento, a Coordenadora Nacional do Programa Telessaúde Brasil Redes, da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Thaís Maíra de Matos apresentou, ao lado do pesquisador do LAIS, Jailton Carlos de Paiva, a nova Plataforma Nacional de Telediagnóstico - atualmente em fase de testes e prevista para ter o primeiro módulo lançado ainda este ano. A Plataforma irá permitir ofertar ao Sistema Único de Saúde exames de algumas especialidades, em localidades onde não há especialistas laudistas disponíveis, além de ser uma importante ferramenta para a gestão.

“O Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte é hoje o grande parceiro para o desenvolvimento dessa Plataforma Nacional de Telediagnóstico. Atualmente as ofertas de Telessaúde estão disponibilizadas para apenas dez estados. Com o advento dessa plataforma poderemos ofertar o Telessaúde para todo o país, ampliando o acesso e o atendimento à população”, afirmou Thaís Matos.

As ferramentas tecnológicas desenvolvidas pelos núcleos estaduais de Telessaúde e a pauta da inovação estiveram presentes durante todo o dia nos debates. Em sua fala de abertura, o ministro Ricardo Barros, apontou a importância da conectividade para a melhoria de qualidade no atendimento em todo o Sistema Único de Saúde. Também o secretário da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Rogério Abdalla, afirmou que o Programa Telessaúde é uma estratégia importante para qualificar o cuidado à população porque oferece, por meios de tecnologia simples, um importante instrumento de auxílio aos profissionais da saúde.

“Essa plataforma tem potencial de provocar uma mudança efetiva na qualidade da saúde pública no Brasil”, disse Alexandre Chater Taleb, representante do Núcleo de Telessaúde Estadual de Goiás, da Universidade Federal de Goiás, um dos principais parceiros na construção da nova Plataforma Nacional de Telediagnóstico.

Entre presentes no evento, estavam os representantes dos núcleos estaduais, de hospitais com ações na área, da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), do CONASS, do CONASEMS e de outras instituições públicas e privadas parceiras do Telessaúde, que puderam apresentar e compartilhar suas experiências locais, avaliando-as em conjunto.

O programa Telessaúde, que engloba telemedicina, telediagnóstico e tele-educação, consiste em um conjunto de ferramentas tecnológicas e processos de trabalho que promovem uma maior eficiência no atendimento à população. Por meio dessas ferramentas, profissionais de saúde podem consultar especialistas e obter laudos de exames à distância, evitando a necessidade, por exemplo, de encaminhar pacientes a outras unidades de saúde.

No encerramento do evento, a Diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde, Cláudia Brandão Gonçalves, afirmou que seminários como esse são uma proposta de aprimoramento de práticas e inovações que objetiva-se fomentar, lançando mão de tecnologias de informação e comunicação. Monica Cruz Kafer, Coordenadora Geral da Gestão da Atenção Básica, que compunha a mesa de encerramento, completou que o evento trouxe bastante informação com a troca de experiências dos participantes, o que servirá para embasar as discussões internas na Atenção Básica para o Telessaúde.

 

TELESSAÚDE – O Telessaúde Brasil Redes foi lançado em 2007 pelo Ministério da Saúde, e destina-se a otimizar o atendimento à população, conectando profissionais da Atenção Básica a especialistas vinculados a instituições de referência. O programa traz diversos benefícios, como a diminuição de riscos, agravos e custos com deslocamentos e remoções de pacientes, valorização e qualificação dos profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), estímulo à fixação de profissionais em áreas remotas ou de difícil acesso, melhoria da resolubilidade nos serviços de atenção à saúde, e inclusão social e digital.

O Programa oferta telediagnósticos, teleconsultorias em tempo real ou por mensagens off-line, “segundas opiniões formativas” (respostas sistematizadas a perguntas originadas em teleconsultorias) e tele-educação (conferências, aulas e cursos ministrados por meio da utilização das tecnologias de informação e comunicação). A rede conta, atualmente, com 46 núcleos implantados em 23 estados.

De 2008 a agosto de 2016, foram realizados 3.411.011 telediagnósticos, 2.981.853 participações em atividades de tele-educação e 481.011 teleconsultorias. Dessas, foram realizadas somente em 2016 580.868 telediagnósticos, 566.371 participações em atividades de tele-educação e 110.944 teleconsultorias. Também há oferta de teleconsultorias por meio do serviço telefônico de 0800 para médicos e enfermeiros da Atenção Básica de todo o território nacional, de modo a abranger os estados que ainda não contam com núcleos de telessaúde.

 

Já está disponível para download a nova edição da Revista Brasileira de Inovação tecnológica em Saúde. Nesta edição, o periódico tem como tema de “Sistema de reconhecimento de imagens para avaliação do movimento toracoabdominal em recém-nascidos”, artigo de autoria do Prof. Dr. Danilo Nagem. Além disso, você pode conferir outros artigos originais: “Mortalidade infantil por leucemia linfoide nas regiões do Brasil”, “Mapeamento do fluxo das gestantes de alto risco do pré-natal da Maternidade Escola Januário Cicco” e “Olho Biônico para auxílio à locomoção autonôma de deficientes visuais”.

Idealizada pelo Prof. Dr. Ricardo Valentim, a revista foi lançada em 2011 e, desde então, tem em média quatro edições por ano. Qualquer pessoa pode enviar seu trabalho para ser divulgado no periódico, contanto que seja vinculado à área de inovação tecnológica em saúde e que sejam artigos científicos, de revisão ou relatos de caso ou experiência.

Para conferir as novidades desta edição, basta acessar o link e fazer download ou ler online: https://periodicos.ufrn.br/reb/issue/viewIssue/563/100