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Conferência debateu o uso da tecnologia no processo de inovação na saúde

A inovação na área da saúde foi o tema central de todas as discussões da 1ª Conferência Internacional de Inovação Tecnológica em Saúde, realizada em Natal-RN, em agosto de 2017. O evento, promovido pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LAIS/UFRN), reuniu os principais nomes internacionais da área de inovação, trazendo aspectos de extrema relevância para a saúde em todo o mundo. Entre conferências e debates, foram observados os três pilares fundamentais para o desenvolvimento da inovação: gestão, educação e tecnologia.

Cada um desses pilares proporcionou, ao longo da Conferência, trocas de experiências e relatos de casos bem sucedidos, com a participação, entre outros, de Adriano Massuda, pós-doutorando na Escola de Saúde de Harvard; de Gard Titlestad, Secretário Geral do International Council for Open and Distance Education (ICDE); do Dr. Ricardo Cury, CEO do Miami Cardiac and Vascular Institute;  e de Anne Boyer, professora de Ciência da Computação na Universidade de Lorraine, França, e referência mundial no assunto.



Durante os três dias de evento, os participantes puderam conferir palestras e debates envolvendo temas como: Desenvolvimento da pesquisa e inovação na Escola de Saúde Pública de Harvard; Gestão de recursos humanos na saúde; Tecnologias para gestão da educação na saúdePesquisa, Inovação e Avaliação em Saúde; Desafios da inovação em saúde no Brasil; Inovação, Transformação e Cidadania Digital; Inovação e educação transformadora para um mundo sustentável; Educação mediada por tecnologias; Ecossistemas de aprendizagem e a Inovação Tecnológica no MIT

Com a repercussão positiva dos três dias de evento, o LAIS divulga os números da conferência: 






Saiba, um pouco mais, o que ocorreu na I Conferência Internacional de Inovação Tecnológica em Saúde:

Tecnologia

Redução do tempo de internação dos pacientes em 50% e, consequentemente, dos recursos aplicados, podendo-se fazer mais com menos. Esses foram alguns dos resultados mostrados pelo Dr. Ricardo Cury, CEO do Miami Cardiac and Vascular Institute, que, juntamente com sua equipe, implementou protocolos e processos para a utilização da tecnologia na medicina. Para Cury, o futuro da medicina passa justamente por esse tipo de organização, baseado no crescimento adequado e progressivo, com investimento em tecnologia, em inovação, em inteligência artificial e em dados analíticos. “Precisamos utilizar as informação disponível. Dados transformados em informação e depois conhecimento, e depois em sabedoria. Esse é o ciclo necessário para o bom uso do dado coletado”, argumentou o médico, que, durante sua palestra, anunciou um programa de cooperação entre o Miami Cardiac and Vascular Institute e o LAIS.

Troca de experiências

Com a globalização, as fronteiras do mundo foram transpostas por meio do conhecimento, elas não existem mais. Essa foi a mensagem deixada por Lucas Cassiano, responsável pelo encerramento da Conferência, durante seu bate-papo com os presentes. Lucas, formado em C&T pela UFRN e ex-bolsista do LAIS, está atualmente no MIT, desenvolvendo projetos inovadores na área de pesquisas inovadoras e antidisciplinaridade. Esse tema, que, por sinal, pode causar certa estranheza, é um conceito em que se busca oferecer novas habilidades a profissionais de diferentes áreas. “As equipes são multiprofissionais, mas um executa a função inerente a formação do outro”, explicou Cassiano, ressaltando a importância que há, no mercado, da reinvenção do profissional no seu cotidiano.

Educação

Dois dos principais nomes da Conferência tiveram como eixo de suas exposições a Educação. Gard Titlestad, Secretário Geral ICDE, e Anne Boyer, professora de Ciência da Computação na Universidade de Lorraine, na França, trouxeram para o público presente muito de suas experiências vivenciadas em centros internacionais, onde a inovação é, efetivamente, uma ferramenta educacional.

10 de setembro de 2017